sexta-feira, 25 de maio de 2012

Problemas Urbanos

O mundo está passando por um intenso processo de urbanização. Esse processo teve destaque primeiramente durante o século XVIII, nos países envolvidos na Revolução Industrial. Já nos países em desenvolvimento, a urbanização ocorreu de forma expressiva a partir da segunda metade do século XX, impulsionada pelo desenvolvimento industrial, pois as atividades industriais se expandiram por vários países, atraindo cada vez mais pessoas para as cidades. No entanto, a urbanização acelerada sem planejamento tem como consequência problemas de ordem ambiental e social. O inchaço das cidades, provocado pelo acúmulo de pessoas e a falta de uma infraestrutura adequada, gera transtornos para a população urbana. Uma das principais características da urbanização sem o devido planejamento é o inchaço das cidades, desencadeando graves consequências econômicas e sociais, esse fenômeno ocorre principalmente nos países em desenvolvimento, em razão da rapidez do processo de urbanização e da falta de infraestrutura. O crescimento desordenado das cidades gera a ocupação de locais inadequados para moradia, como áreas de elevada declividade, fundos de vale, praças, viadutos, entre outras. Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente cerca de 25% da população mundial que mora em cidades vivem na absoluta pobreza. Os problemas urbanos são vários e bem diversificados, as grandes cidades sofrem principalmente com as poluições, engarrafamentos, violência, desemprego, desigualdade social, locais inadequados para moradia, saúde, educação, infraestrutura, etc. Os diversos tipos de poluição (hídrica, visual, do solo, sonora, atmosférica) são causados principalmente pelo modo de produção e consumo estabelecidos pelo capitalismo. A poluição atmosférica é um grande problema detectado nas cidades, o intenso fluxo de automóveis e as indústrias são os principais responsáveis pelo lançamento de gases tóxicos na atmosfera. Outros problemas ambientais decorrentes da urbanização são: impermeabilização do solo, alterações climáticas, efeito de estufa, chuva ácida, ausência de saneamento ambiental, destinação e tratamento dos resíduos sólidos, entre outros. A falta de segurança tem sido um dos principais motivos que preocupam a população urbana. Diariamente são divulgadas notícias de violência nas cidades, esse processo está diretamente associado a outros problemas como o desemprego, a educação de baixa qualidade e a desigualdade social. Portanto, os distintos problemas urbanos formam uma teia, onde um está diretamente ligado ao outro, havendo a necessidade da realização de políticas para solucionar todos esses problemas, proporcionando uma melhor qualidade de vida para a população urbana. Por Wagner e Francisco

quinta-feira, 17 de maio de 2012

CHINA: “SOCIALISMO DE MERCADO”

Durante muito tempo a China manteve as portas de seu mercado fechadas para a inserção de capitais estrangeiros, fato proveniente do regime socialista adotado no país. Porém, desde os anos 70 o sistema capitalista vem se inserido na China. Com a abertura do mercado para o capitalismo mundial houve uma ascensão no sistema produtivo industrial da China, sobretudo, o aumento na produção de bens de consumo. O desenvolvimento industrial na China, que ocorreu de forma acelerada, fez com que o país se tornasse um dos maiores em produção industrial do mundo. Existem também outros fatores determinantes para a intensificação industrial na China, um deles foi a implantação de Zonas Econômicas Especiais, nessas áreas foram concedidas permissões para a entrada de capitais estrangeiros. Ao longo das zonas foram criadas áreas de livre comércio, medida adotada em decorrência de leis de incentivo, como redução parcial ou total de impostos. A redução de impostos por parte do governo tem como objetivo atrair investimentos e inovações tecnológicas oriundas de países desenvolvidos. Os principais investidores nas Zonas Econômicas Especiais são japoneses e norte-americanos. O que incentiva os países a investir na China não é somente o fator tributário, mas também a abundante e barata mão de obra, enorme potencial de mercado interno (1,3 bilhões de pessoas), leis ambientais frágeis, entre outros. Os benefícios apresentados têm atraído muitas empresas transnacionais para o território chinês. Diante das informações destacadas, vários pesquisadores, autores de livros e profissionais ligados ao estudo de aspectos econômicos, consideraram a China uma economia capitalista. Entretanto, o capitalismo implantado na China tem grande intervenção do Estado (economia planificada), fato que ocorre de forma modesta em outros países de regime capitalista. Essa nova configuração da economia chinesa já apresenta significativas mudanças no espaço geográfico do país, além de alterações na vida de seus habitantes, dentre elas a substituição da bicicleta por carros, construção de shopping centers, alteração nos hábitos alimentares e o jeito de vestir. O crescimento industrial proporcionou uma relativa melhoria na qualidade de vida da população, com destaque para as condições de moradia, alimentação e acesso ao consumo, especialmente de eletrodomésticos. O povo chinês já possui atitudes capitalistas, como o consumismo, uso crescente do cartão de crédito, celular e carro, elementos que produzem status na China.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O bambu chinês


"Depois de plantada a semente do bambu chinês, não se vê nada por aproximadamente 5 anos - exceto um diminuto broto. Todo o crescimento é subterrâneo; uma complexa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo construída. Então, ao final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros. Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento e, às vezes, não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará; com ele virão mudanças que você jamais esperava. Lembre-se que é preciso muita ousadia para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita profundidade para agarrar-se ao chão." Paulo Coelho

We All Want to Be Young - Legendado - Todos Nós Queremos Ser Jovens

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cresce o número de mortes violentas de jovens

A publicação Síntese de Indicadores Sociais 2004, lançada em fevereiro pelo IBGE, revela crescimento do número de mortes de jovens associadas à violência a partir da década de 1980. O problema atinge principalmente jovens do sexo masculino com idade entre 20 e 24 anos. Segundo a publicação, eles correm um risco quatro vezes maior de morrer devido a causas externas - acidentes de trânsito, afogamentos, suicídios, homicídios, quedas acidentais etc. - que mulheres nessa mesma faixa etária. Entre 1980 e 2003, a incidência desse tipo de morte entre jovens do sexo feminino sofreu pequena variação: indo de 18 para 22 óbitos a cada 100 mil jovens. Com o sexo masculino o quadro foi outro. No mesmo período, houve aumento de 121 para 184 óbitos a cada 100 mil. Portanto, em 2003, morriam cerca de dez vezes mais jovens do sexo masculino que do feminino. O problema é melhor evidenciado quando vemos que em 1980 a taxa masculina de óbitos por causas externas era inferior a de mortes classificadas como naturais.

Teoria de Malthus